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A Blogueira

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Estudante de Análises Clínicas, formada em técnico em farmácia, técnico em química e atualmente maquiadora profissional, aquariana, 27 anos, adora escrever, adora livros, Potterhead.

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quinta-feira, 3 de março de 2016
E vamos para mais uma postagem da série voltada ao título do blog.

    Se ver curado da talassemia é um dos grandes desejos dos que realizam o tratamento, e na década de 80 o transplante de medula óssea (TMO) veio como uma importante opção para essa conquista.
    A medula óssea é um tecido líquido que ocupa o interior dos ossos e nela são produzidos os componentes do sangue. Quando é realizado um transplante, as células doentes são substituídas por células saudáveis.
    O transplante pode ser autólogo, quando as células são do próprio paciente, e alogênico, quando as células vêm de um doador 100% compatível. Também é possível realizar o transplante com o sangue do cordão umbilical.
    De acordo com o Dr. Nelson Hamerschlak, coordenador da Hematologia e Oncologia do Hospital Albert Einstein, para os portadores de talassemia,somente o transplante com doador é que pode ser realizado.
    Encontrar um doador compatível, infelizmente, é difícil, devido à miscigenação existente no Brasil. A primeira busca acontece na família, mas as chances são de 25% entre irmãos. O Redome (Registro Nacional de Doadores de Medula Òssea) também pode ser acionado para uma busca em todo o Brasil.
    Mas uma novidade chegou para facilitar este processo. "Hoje está ganhando um espaço enorme o transplante conhecido por haploidêntico, ou seja, quando o doador é apenas metade compatível. Neste caso, o pai ou a mãe podem ser doadores. Este programa está sendo utilizado amplamente na Tailândia, onde existe um grupo que estuda este tipo de transplante em pessoas com talassemia para que não haja muitos riscos de rejeição", falou o Dr. Nelson.
    Pessoas que têm talassemia e são dependentes de transfusão, de preferência abaixo dos 16 anos, que realizam a quelação corretamente e com doador compatível na família, são os primeiros da lista. Neste caso, as chances para a cura chegam a 92%.
    Também têm indicação: adultos, de 17 a 35 anos, pessoas que fizeram transplante, mas tiveram recidiva da doença e também aqueles que têm s beta talassemia, quando dependentes de transfusão. É importante ressaltar que cada caso deve ser avaliado individualmente, pelo médico.
    "Aqueles que não realizam a quelação e as transfusões de sangue corretamente, que têm o fígado aumentado e/ou fibrose, correm sérios riscos ao realizar o TMO. Por isso é fundamental seguir à risca o tratamento", alerta o Dr. Nelson.
    Não há medicamento, cirurgia ou tratamento que não tenha riscos. Com o transplante de medula óssea não é diferente. O problema mais comum é a doença do enxerto contra o hospedeiro. Isso acontece quando as células do doador reagem contra o organismo do paciente que as recebeu, e pode aparecer nas formas aguda e crônica. A primeira costuma ocorrer nos primeiros dois meses após o TMO, e pode comprometer a pele, fígado ou trato gastrointestinal. Já a segunda pode surgir até um ano após o transplante, e comprometer a pele, olhos ou pulmão.
    "Pois é, o transplante de medula óssea não acaba quando termina. Todo o cuidado será necessário, e o acompanhamento médico deverá ocorrer por um longo período, diz  Dr. Nelson.

Post tirado do Info Abrasta
Edição 34| ano 11| Jan - Fev - Mar 2016
Páginas 10 e 11


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