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A Blogueira

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Estudante de Análises Clínicas, formada em técnico em farmácia, técnico em química e atualmente maquiadora profissional, aquariana, 27 anos, adora escrever, adora livros, Potterhead.

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sexta-feira, 27 de junho de 2014
Neste post falarei um pouco sobre a doação de medula óssea

Doação de medula óssea
Você sabia que o transplante de medula óssea é a única esperança de cura para muitos portadores de leucemias e outras doenças do sangue?
O que é medula óssea?
A medula óssea, é encontrada dentro dos ossos, é um tecido líquido-gelatinoso que ocupa o interior dos ossos rica em células progenitoras hematopoiética, as formadoras das células do sangue. É na medula óssea que são produzidos os componentes do sangue como: as hemácias (glóbulos vermelhos), os leucócitos (glóbulos brancos) e as plaquetas. As hemácias transportam o oxigênio dos pulmões para as células de todo o nosso organismo e o gás carbônico das células para os pulmões, a fim de ser expirado. Os leucócitos são os agentes mais importantes do sistema de defesa do nosso organismo e nos defendem das infecções. As plaquetas compõem o sistema de coagulação do sangue.
Qual a diferença entre medula óssea e medula espinhal?
Enquanto a medula óssea, como descrito anteriormente, é um tecido líquido que ocupa a cavidade interior dos ossos, a medula espinhal é formada de tecido nervoso que ocupa o espaço dentro da coluna vertebral e tem como função transmitir os impulsos nervosos, a partir do cérebro, para todo o corpo. Vale lembrar que estamos falando de doação de medula óssea!!!
O que é transplante de medula óssea?
É um tipo de tratamento proposto para algumas doenças que afetam as células do sangue, como leucemias e linfomas, e até algumas doenças de órgãos sólidos que venham a acarretar alguma deficiência na produção de células sanguíneas pela medula óssea.
Consiste na substituição de uma medula óssea doente, ou deficitária, por células normais de medula óssea, com o objetivo de reconstituição de uma nova medula saudável. O transplante pode ser autogênico, quando a medula vem do próprio paciente. No transplante alogênico a medula vem de um doador. O transplante também pode ser feito a partir de células precursoras de medula óssea, obtidas da circulação sanguínea de um doador (Aférese) ou do sangue de cordão umbilical.
Tudo seria muito simples e fácil se não fosse o problema de compatibilidade entre as medulas do doador e do receptor. A chance de encontrar uma medula compatível pode chegar a uma em mil!!! Por isso são organizados Bancos de Doadores de Medula Óssea, cuja função é cadastrar pessoas dispostas a doar. Quando um paciente necessita de transplante, esse cadastro é consultado e se for encontrado um doador compatível, ele será convidado a fazer a doação. Para o doador, a doação será apenas um incômodo passageiro. Para o doente, será a diferença entre a vida e a morte.
O que é compatibilidade?
Para que se realize um transplante de medula é necessário que haja uma total compatibilidade entre doador e receptor. Caso contrário, a medula será rejeitada pelo organismo transplantado. Esta compatibilidade é determinada por um conjunto de genes que devem ser iguais entre doador e receptor. A análise de compatibilidade é realizada por meio de testes laboratoriais específicos, a partir de amostras de sangue do doador e receptor, chamados de exames de histocompatibilidade HLA - (Antígenos Leucocitários Humano) que identifica as características genéticas de cada indivíduo. Com base nas leis de genética, as chances de um indivíduo encontrar um doador ideal entre irmãos (mesmo pai e mesma mãe) é de 25% e, a estatística de compatibilidade quando não aparentado é de 0,1%.
O que fazer quando não há um doador compatível?
Quando não há um doador aparentado compatível (geralmente um irmão ou parente próximo), a solução para o transplante de medula é fazer uma busca nos registros de doadores voluntários, tanto no REDOME (o Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea) como nos do exterior. No Brasil a mistura de raças e etnias dificulta a localização de doadores compatíveis. Mas hoje já existem mais de 12 milhões de doadores em todo o mundo. No Brasil, o REDOME tem 3 milhões de doadores voluntários cadastrados atualmente, ficando atrás somente dos Estados Unidos e da Alemanha.
Como é feito a busca de pacientes?
O processo é simples e totalmente informatizado. O médico responsável pelo paciente inscreve as informações do paciente, incluindo os resultados dos exames de Histocompatibilidade (HLA), no sistema do REREME - Registro Nacional de Receptores de Medula Óssea. Imediatamente, a busca é iniciada quando são cruzados os dados com os do doador (REDOME) em busca de uma maior compatibilidade. Quando são identificados possíveis doadores compatíveis, a informação é logo transmitida ao médico, que junto com a equipe do REDOME - Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea analisa os melhores doadores com maiores compatibilidades, faz a escolha, e é dado início aos procedimentos de doação.
O possível doador é contactado, os exames para a confirmação desta compatibilidade genética são realizados, se confirmada a sua compatibilidade, outros exames serão realizados para a doação de medula óssea propriamente dita, inclusive a verificação do seu estado atual e pregresso de saúde e outras condições cabíveis para evitar algum tipo de risco e manter a proteção do doador. A retirada das células para a doação é feita no hospital habilitado mais próximo da residência do doador. Assim que retiradas, as células são transportadas até o centro onde será feito o transplante.
Quem pode realizar o cadastro?
Qualquer pessoa com boas condições de saúde, que tenha entre 18 e 55 anos poderá realizar o cadastro para realização da doação de medula óssea. Os critérios de quem pode e não pode doar a Medula Óssea, seguem na maioria das vezes os mesmos critérios utilizados para a seleção da doação de sangue.
Como é feito o cadastro?
No Hemobanco, primeiramente é realizado uma orientação de como procede e funciona o cadastro e a doação de medula óssea. É em seguida realizado a retirada de 5 ml do seu sangue, para a realização dos testes de compatibilidade genética (HLA), e um cadastro por escrito, com os dados do doador que fica armazenado num banco de dados do REDOME - Registro de Doadores Voluntários de Medula Óssea.
Como é realizada a doação de medula óssea?
A doação de Medula Óssea é um procedimento que se faz no centro cirúrgico, realizado geralmente com anestesia geral, ou dos membros inferiores com sedação, com duração de aproximadamente 90 minutos e necessidade de 24 horas de internação. São feitas punções na região pélvica posterior (ossos do quadril/bacia) para a retirada da medula óssea.
Outro modo de se obter as células para um transplante de medula óssea é através do procedimento de Aférese, a separação das células se dá por um sistema automatizado onde uma máquina separa as células que serão transplantadas. Neste caso, antes da coleta por aférese, você receberá uma medicação injetável a qual fará aumentar a quantidade de células a serem transplantadas na circulação sanguínea (chama-se mobilização) permitindo coletarmos através da circulação periférica uma quantidade suficiente para a realização do TMO (Transplante de Medula Óssea).
A escolha da forma a ser coletada ficará sobre responsabilidade da equipe médica, levando em condições a proteção do doador e a qualidade das células a serem transplantadas para o receptor.
Tem algum risco para o Doador?
Os riscos são relacionados a um procedimento que necessita de anestesia, alguns dos doadores costumam relatar de um pouco de dor no local da punção, sendo retirada do doador a quantidade de medula óssea necessária (menos de 15%). Dentro de poucas semanas, a medula óssea do doador estará inteiramente recuperada pelo próprio organismo. A medula leva aproximadamente 15 dias para se reconstituir, sendo possível realizar outras doações posteriormente no caso de necessidade. O procedimento é realizado no Hospital de Clínicas mais próximo da residência do doador, sem nenhum custo para o mesmo, e depois a Medula Óssea é transportada até o hospital onde se encontra o receptor.
"Para o doador, a doação será apenas um incômodo passageiro. Para o paciente que necessita do Transplante de Medula Óssea, será a diferença entre a vida e a morte".
Como é o transplante para o paciente?
Depois de se submeter a um tratamento que ataca as células doentes e destrói a própria medula, o paciente recebe a medula sadia como se fosse uma transfusão de sangue. Essa nova medula é rica em células chamadas progenitoras que, uma vez na corrente sangüínea, circulam e vão se alojar na medula óssea, onde se desenvolvem. Durante o período em que estas células ainda não são capazes de produzir glóbulos brancos, vermelhos e plaquetas em quantidade suficiente para manter as taxas dentro da normalidade, o paciente fica mais exposto a episódios infecciosos e hemorragias. Por isso, deve ser mantido internado no hospital, em regime de isolamento. Cuidados com a dieta, limpeza e esforços físicos são necessários. Por um período de duas a três semanas, o paciente necessitará ser mantido internado e, apesar de todos os cuidados, os episódios de febre muito comuns. Após a recuperação da medula, o paciente continua a receber tratamento, só que em regime ambulatorial, sendo necessário em alguns casos o comparecimento diário ao hospital-dia.
Quais os riscos para o paciente?
A boa evolução durante o transplante depende de vários fatores: o estágio da doença (diagnóstico precoce), o estado geral do paciente, boas condições nutricionais e clínicas, além, é claro, do doador ideal. Os principais riscos se relacionam às infecções e às drogas quimioterápicas utilizadas durante o tratamento. Com a recuperação da medula, as novas células crescem com uma nova 'memória' e, por serem células da defesa do organismo, podem reconhecer alguns órgãos do indivíduo como estranhos. Esta complicação, chamada de doença enxerto contra hospedeiro, é relativamente comum, de intensidade variável e pode ser controlada com medicamentos adequados. No transplante de medula, a rejeição é rara.
O que a população pode fazer para ajudar os pacientes?
Todo mundo pode ajudar. Para isso é preciso ter entre 18 e 55 anos de idade e gozar de boas condições de saúde. Para se cadastrar, o candidato a doador deverá procurar o Hemobanco, onde será fornecido uma orientação para esclarecer dúvidas a respeito da doação de Medula Óssea e, em seguida, será feita a coleta de uma amostra de sangue (5 ml) para a tipagem HLA (características genéticas importantes para a seleção de um doador). Os dados do doador são inseridos no cadastro do REDOME e, sempre que surgir um novo paciente, a compatibilidade será verificada. Uma vez confirmada, o doador será consultado para decidir quanto à doação. O transplante de medula óssea é um procedimento seguro, realizado em ambiente cirúrgico, feito sob anestesia geral, e requer internação de, no mínimo, 24 horas.
Para ser um doador de medula:
  • Qualquer pessoa entre 18 e 55 anos com boas condições de saúde poderá doar medula óssea;
  • Os doadores preenchem um formulário com dados pessoais e é coletada uma amostra de sangue com 5ml para testes de compatibilidade. Estes testes determinam as características genéticas que são necessárias para a compatibilidade entre o doador e o paciente;
  • Os dados pessoais e os resultados dos testes são armazenados em um sistema informatizado que realiza o cruzamento com dados dos pacientes que estão necessitando de um transplante;
  • Em caso de compatibilidade com um paciente, o doador é então chamado para exames complementares e para realizar a doação;
  • Tudo seria muito simples e fácil, se não fosse o problema da compatibilidade entre as células do doador e do receptor. A chance de encontrar uma medula compatível é, em média, de UMA EM CEM MIL!;
  • Por isso, são organizados Registros de Doadores Voluntários de Medula Óssea, cuja função é cadastrar pessoas dispostas a doar. Quando um paciente necessita de transplante e não possui um doador na família, esse cadastro é consultado. Se for encontrado um doador compatível, ele será convidado a fazer a doação;
  • Procure os profissionais do Hemobanco e realize o cadastro de doador voluntário de medula óssea;
  • Para o doador, a doação será apenas um incômodo passageiro. Para o doente, será a diferença entre a vida e a morte;
  • A doação de medula óssea é um gesto de solidariedade e de amor ao próximo.
Os bancos de sangue são responsáveis somente pela realização dos cadastros, o armazenamento, controle, disponibilização de doadores e a atualização dos dados cadastrais ficam sob responsabilidade do próprio REDOME.
Um doador de Medula Óssea deve manter seus dados atualizados sempre que possível. Caso haja alguma mudança, ATUALIZE O SEU CADASTRO nos endereços:

REDOME / REREME
Rua do Resende, 195, térreo - Centro - Rio de Janeiro (RJ)
Telefone do REDOME.: (21) 3207-5299 / 3207-5214
Telefone do REREME.: (21) 3207-5233
site: www.inca.gov.br/doador
e-mail: redome@inca.gov.br



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