Qual vídeo/vlog vocês querem no canal do youtube?

Pesquisar este blog

Formulário de contato

Nome

E-mail *

Mensagem *

Seguidores

Google Analytics

A Blogueira

A Blogueira
Estudante de Análises Clínicas, formada em técnico em farmácia, técnico em química e atualmente maquiadora profissional, aquariana, 27 anos, adora escrever, adora livros, Potterhead.

Seguidores

Tecnologia do Blogger.
terça-feira, 17 de junho de 2014
Post retirado do INFO ABRASTA de Fev_Mar_Abr de 2014.


    COMISSÃO LEVA VOZ DO PACIENTE Á DIANTE E COLOCA EM PRÁTICA PLANOS QUE VISAM MELHORIA NO TRATAMENTO DA TALASSEMIA.

    
    Os avanços na ciência trouxeram aos pacientes de talassemia a possibilidade de uma vida normal. Hoje, todos têm acesso a mais de uma opção de terapia medicamentosa, garantindo maior sobrevida, com qualidade. Mas, mesmo com tais progressos, as discussões que buscam a evolução no tratamento não devem - e nem podem - cessar. Infelizmente, mesmo que raro, ainda exitem situações que geram problemas para os pacientes. As complicações que envolvem a entrada das bombas de infusão no Brasil e a falta de informação por parte de alguns profissionais da saúde no momento do diagnóstico são alguns deles.
    Ciente destas demandas, o Ministério da Saúde criou, em 2012, a Área de Assessoramento Técnico ás Talassemias (ATT), para a qual seus integrantes elaboraram um Plano de Ação, validado em reunião com a hemorrede e incluído no Planejamento Estratégico da Secretaria de Atenção á Saúde (SAS). Entre o final de 2012 e início de 2013 foram publicadas portarias para a instituição de uma Comissão de Assessoramento Técnico ás Talassemias (CAT - Talassemias), constituída por especialistas das redes de atenção hematológica e hemoterápica, academia e comunidade científica, assim como representantes de usuários (Portaria 2612/2012 e Portaria 45/2013).
    O objetivo desta comissão é contribuir tecnicamente na formulação da Política Nacional de Atenção ás Pessoas com Talassemias e na execução das ações e atividades definidas. "Devemos elaborar pareceres, recomendações, manuais, protocolos, diretrizes clínicas, condutas e rotinas que deem sustentabilidade, segurança e resolutividade ao desenvolvimento das ações de atenção ás pessoas com talassemias, no âmbito do SUS", explica Silma Melo, consultora técnica da Área de Assessoramento Técnico ás Talassemias do Ministério da Saúde.
    Além de Silma, também são membros da CAT: Guilherme Genovez (coordenador de sangue e hemoderivados do Ministério da Saúde); Dr. Aderson Araújo (Hematologista do centro de Hematologia de Pernambuco); Claudia Bonini Domingos (Bióloga); Dra. Denise Bousfield (Coordenadora do Serviço de Onco-Hematologia do Hospital Infantil Joana ); Dr. Kleber Fertrin (Hematologista do Hemocentro da UNICAMP); Marcela Ganzella (Enfermeira do hemocentro de Ribeirão Preto); Dra. Mônica Veríssimo (Hematologista do Centro Infantil Boldrini); Dra. Viviani Pessoa (Hematologista do Centro de Hematologia e Hemoterapia do Rio de Janeiro); Merula Steagall (Presidente da ABRASTA e ABRALE), Fernando Sabino (Portador de Talassemia Major) e Eliana Tomimatsu Shimauti (Biomédica da Universidade Estadual de Maringá).

COLHENDO FRUTOS

     Em 2013 foram realizadas duas reuniões pela CAT. A primeira aconteceu em julho, para validação do Plano de Ação, e a segunda durante o HEMO, em Brasília. "Já estamos colocando em prática diversas ações, como a elaboração de protocolos de enfermagem, procedimentos de ressonância, quelação de ferro, além de juntos com a ABRASTA organizarmos a VIII Conferência Brasileira de Talassemia, prevista para maio de 2014", diz Silma.(já aconteceu...breve fotos e post).
    Por falar em ressonância magnética, exame essencial para avaliar a quantidade de ferro em órgãos como o coração e o fígado, em agosto os membros da Comissão realizaram uma visita técnica ao Centro Infantil Boldrini e ao Hemocentro de Campinas. Juntamente com o Dr. Juliano de Lara Fernandes, cardiologista ligado ao Hemocentro da UNICAMP e membro do Comitê Científico da ABRASTA, foi sugerido um workshop com os profissionais envolvidos no tratamento da talassemia, para que todos saibam avaliar, corretamente, os níveis de ferro no organismo.
    Também, foi levantada a elaboração do Protocolo Clínico para o tratamento das talassemias, que será um importante instrumento para uniformizar condutas e auxiliar os profissionais de saúde na promoção, prevenção, tratamento e reabilitação da saúde. Terapia transfusional, sobrecarga de ferro, fertilidade e gravidez, terapia gênica, transplante de medula óssea e situações de urgência são alguns dos temas presentes neste protocolo.
    Além disso, foi elaborada uma Ficha de Identificação da Pessoa com Talassemia, contendo informações sobre o tipo de talassemia e informações importantes para a transfusão, e levantada a questão das bombas de infusão, com o objetivo de buscar soluções para que os pacientes não enfrentem mais a atual burocracia no momento de obtê-las. Segundo a Silma, do Ministério da Saúde, é importante que governo e entidades de apoio trabalhem juntos, para manter as ações alinhadas e de acordo com as necessidades dos pacientes. "Dificuldades de acesso ao tratamento podem gerar descontinuidade de autocuidado e perda de adesão. E tudo isso resulta em qualidade de vida insatisfatória. Por isso é importante mantermos parcerias, como a que temos com a ABRASTA, e juntos traçarmos estratégias, que promovam a participação e qualificação dos usuários em consonância com os princípios do SUS"




0 comentários: